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Vereador Olimpio critica linguagem neutra: “Emburrece as pessoas”

O líder do PL alertou ainda que em regimes autoritários, a linguagem é normalmente usada como ferramenta de controle social, assim como para suprimir a oposição.


Críticas à linguagem neutra utilizada em um vídeo de boas vindas aos calouros da Universidade Federal do Paraná (UFPR) foram feitas por diversos vereadores de direita, na Câmara Municipal de Curitiba, nesta segunda-feira (17). O líder do PL, Olimpio Araujo Junior, repudiou o uso da linguagem neutra relacionando a prática com regimes autoritários.


“A UFPR, com dinheiro público, está colocando uma pessoa para promover uma linguagem que não é aceita formalmente no país, e que emburrece as pessoas. O Brasil está seguindo o roteiro do livro ‘1984’, de George Orwell, onde a novilíngua é a linguagem neutra”, acusou.


O vereador argumentou linguagem neutra interfere na capacidade cognitiva das pessoas, na compreensão do português formal e alertou ainda que em regimes autoritários, a linguagem é normalmente usada como ferramenta de controle social, assim como para suprimir a oposição.


"Nós temos um 'Grande Irmão' que controla absolutamente tudo, apagando aquilo que não interessa para o regime autoritário que está no poder. Há riscos que ninguém levou em consideração: em primeiro lugar, vocabulário reduzido, controle do pensamento, eufemismos para mascarar a realidade e ideias contraditórias, cultura do medo e paranoia, onde as pessoas têm receio de expressar suas opiniões e pensamentos", concluiu.


A discussão iniciou em razão de uma moção de protesto contra “a propagação da linguagem neutra” na Universidade Federal do Paraná (UFPR), protocolada pelo vereador Eder Borges (PL), em coautoria com Carlise Kwiatkowski (PL), Guilherme Kilter (Novo) e Renan Ceschin (Pode), a moção foi aprovada por 20 a 5 votos (413.00010.2025).


O fato gerador da moção de protesto foi uma postagem no perfil oficial da UFPR no Instagram, onde, em um vídeo feito por estudantes para a volta às aulas, um acadêmico diz que os calouros são “bem-vindes” à universidade. Chamada de linguagem neutra, a flexão da saudação com a letra “e”, em vez das tradicionais formas no masculino (“bem-vindos”) ou no feminino (“bem-vindas”), foi descrita pelos vereadores como “um assassinato da língua portuguesa”.


Texto: Assessoria vereador Olimpio e Câmara Municipal de Curitiba

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